quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Irracional em duas frases
O sentido encontra-me facilmente na ausência dos sentidos. Não porque abro mão das objetividades, mas porque minha obscuridade revela-se mais a mim mesmo do que minha incompleta exposição.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Aliterar-se
O mudo muda na mudança do mutável, que mescla o mundo na ideia do ideal. Sonho como se sonha nos sonhos mais sonhados, mas espero na esperança de somente esperar. Como podem as rebuscadas e atrevidas palavras dizerem, assim, tudo o que eu quero de mim? Vai saber, eu não sei..
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Poesia, prosa... confusão!
Ando por aí
Como se andar fosse apenas dar os passos
Pra frente, pra trás, quem sabe até pro lado
Basta não se entregar pra inércia das coisas
Meu destino é a junção de minhas ações,
Da minha fé e da minha sorte
E nada ocorre paralelamente a nada
Sou a mistura de todas as minhas fases (ou quem sabe faces)
O fato de eu poder ser um a cada momento
Não quer dizer que eu não seja eu mesmo sempre
Tudo em mim, às vezes, é nada
E o nada também pode ser tudo
Há muita beleza na invisibilidade da vida
O que eu não vejo é essencialmente importante
Para a construção do que, pra mim, é sentimento
E assim, devagarzinho eu chego lá, bem lento..
Frase complementar: "Quem no balanço do mar caminha num baque só?" (Marcelo Camelo)
Como se andar fosse apenas dar os passos
Pra frente, pra trás, quem sabe até pro lado
Basta não se entregar pra inércia das coisas
Meu destino é a junção de minhas ações,
Da minha fé e da minha sorte
E nada ocorre paralelamente a nada
Sou a mistura de todas as minhas fases (ou quem sabe faces)
O fato de eu poder ser um a cada momento
Não quer dizer que eu não seja eu mesmo sempre
Tudo em mim, às vezes, é nada
E o nada também pode ser tudo
Há muita beleza na invisibilidade da vida
O que eu não vejo é essencialmente importante
Para a construção do que, pra mim, é sentimento
E assim, devagarzinho eu chego lá, bem lento..
Frase complementar: "Quem no balanço do mar caminha num baque só?" (Marcelo Camelo)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Passado, presente e futuro
Antes de postar o texto, quero explicar que a breve paralisação do blog ocorreu por conta do feriado, provas e trabalhos! rs
Agora, vamos ao que importa:
Agora, vamos ao que importa:
Não consigo me entregar a ideia de que o passado é apenas o que passou. A linha do tempo não obedece a forma linear das coisas. Há dias em que me misturo completamente entre o ontem, o hoje e o amanhã. E isso não é tão incomum assim! Devaneios, nostalgia, déjà vus.. quem nunca presenciou isso tudo? São a prova concreta da mistura de todos os nossos momentos. E mesmo que as emoções, por um lado, não sejam presenciáveis, tenho certeza do quanto isso faz parte de mim! Quero olhar para a frente de uma forma recorrente ao meu passado. Enxergar tudo o que faz parte de mim de uma forma concisa e clara. E, antes que ao menos pareça, não trata-se de uma prisão. Trata-se do espelho orgulhoso da minha própria vida!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Saudade em duas estrofes
A saudade passa tanta coisa
E parece não estar de passagem
Há em mim grande retrocesso
Que pede licença pr'uma viagem
Navego por onde a vida passou
Invento por onde quero passar
Pra que mesmo com muita ilusão
Um pouquinho eu possa voltar
Complementando:
"Saudades, só portugueses
Conseguem senti-las bem
Porque têm essa palavra
Para dizer que as têm."
(Fernando Pessoa)
E parece não estar de passagem
Há em mim grande retrocesso
Que pede licença pr'uma viagem
Navego por onde a vida passou
Invento por onde quero passar
Pra que mesmo com muita ilusão
Um pouquinho eu possa voltar
Complementando:
"Saudades, só portugueses
Conseguem senti-las bem
Porque têm essa palavra
Para dizer que as têm."
(Fernando Pessoa)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sobre o que muda e o que não muda
Não sei quando é a hora certa de abrir mão de um sonho. Há algo dentro de mim que parece indisposto a mudar e não me parece plausível remar contra essa maré. "Let it be!" Em algum momento da vida, encontramos a forma exata de aceitar todas as nossas sensações e, mesmo assim, não ceder a todas elas. Isso nos garante um tom versátil, disposto a nos envolver com tudo o que simples e naturalmente muda. Já sobre o que parece preso ao tempo, é necessário atravessar as pontes, correr o risco de desapegar ao passado e começar de novo, pois a incerteza também pode (ou deve) ser algo indispensável para sua felicidade.
Pedro Bial diz algo inteligente sobre o assunto:
"O fato das coisas não mudarem há muito tempo não quer dizer que as coisas sejam imutáveis."
Pedro Bial diz algo inteligente sobre o assunto:
"O fato das coisas não mudarem há muito tempo não quer dizer que as coisas sejam imutáveis."
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Soneto da Imperfeição
Como nesses últimos dois dias não produzi (por falta de tempo) nada, lá vai um soneto que fiz há uns meses. Talvez melancólico demais, mas enfim.. quem não é repentinamente? rs
Sinto como se não existisse
Minha alma parece querer regredir
para um paraíso que já visitei
e lá conheço todas as trilhas
Sinto como se não houvesse um caminho
e não sei onde hei de encontrá-lo
Meu coração sofre o efeito de vacinas
que ousam mascarar até meus sentimentos
Sinto que já não me conheço bem
Tampouco entendo minhas sensações
e, mesmo assim, tento explicá-las
Sinto que, apesar de não entender,
sou exatamente o que escrevo
e, por isso, minha voz é o papel
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